GRUPO ESPÍRITA DJALMA FARIAS

BREVE HISTÓRICO

espírito de Natal não terá sido o pretexto, mas há de ter fortalecido a iniciativa daquele grupo de trabalhadores espíritas que, de uma hora para outra, viu desaparecer a sua seara.

          A casa espírita em que militavam não fechara suas portas, mas alterara, por instância de sua direção, os rumos a que antes se dedicava, terminando por afastar-se dos próprios ideais espíritas. Não se encontrou uma forma de reagir, diante de um modelo excessivamente centralizador da direção. E a solução foi a dissidência.

          Era véspera do Natal, ano de 1956. O trauma da separação não perturbou o espírito de equipe daqueles seareiros. Era preciso recompor o ambiente de trabalho. Surgiu o Grupo Espírita Djalma Farias. Data da Fundação: 24 de dezembro.

          Um casarão da Rua Larga do Feitosa, no atual bairro da Encruzilhada, serviu de sede provisória para a nova entidade, o que permitiu seu imediato funcionamento, para que não se verificasse dispersão do grupo.

          Aliás, a dispersão seria improvável. Os longos anos de atividade em favor dos necessitados, sobretudo em torno do Hospital Espírita João Evangelista, haviam construído laços de fraternidade indestrutíveis entre aqueles trabalhadores. Já não existia mais que uma grande família, cujos núcleos mais ativos se situavam nas residências de Inácio Pimentel Filho, Antônio da Silva Lucas, Murilo Paraíso e Joaquim da Silva Gomes.

          A este último, empresário português radicado no Recife, coube o cargo de primeiro Presidente da nova Instituição, cargo do qual muito cedo se afastou, passando-o a Inácio Pimentel Filho, figura respeitabilíssima de Contador, responsável pela escrita das principais empresas de Pernambuco, em sua época.

          Mas todo aquele insuperável entusiasmo pelo trabalho espírita tinha um líder natural, sob cuja influência salutar o grupo se formara. Era Djalma Montenegro de Farias. Seu desencarne, poucos anos antes desses acontecimentos, não impediu que continuasse a tarefa de orientar aquele conjunto de trabalhadores pela senda do serviço fraterno. Porque havia sido o grande incentivador de todos os fundadores da nova instituição, fora escolhido como seu patrono, assumindo, também, a condição de seu Mentor Espiritual, ao lado de outros abnegados Espíritos.

          Sob os auspícios de Djalma Montenegro de Farias, a casa que lhe tomou o nome emprestado tem pautado suas ações com rigorosa observância dos princípios da Doutrina Espírita, participando ativamente do movimento espírita pernambucano e integrando-se nas atividades que são promovidas pelas instituições congêneres situadas no bairro e áreas vizinhas.

          Sintonizada com o pensamento de seu Orientador Espiritual, o Grupo Espírita Djalma Farias tem assumido posições de vanguarda, podendo-se destacar sua condição de entidade adesa tanto à Federação Espírita Pernambucana-FEP como à Comissão Estadual de Espiritismo-CEE/PE, que são as duas maiores instituições federativas do Estado de Pernambuco. E não poderia ser diferente, haja vista que o seu Patrono e Mentor Espiritual, enquanto encarnado, atuou como destacado Presidente da FEP e foi o idealizador e primeiro Presidente da CEE/PE.

          Instalado em ampla sede própria, o Grupo Espírita Djalma Farias desempenha suas atividades assistenciais no campo social e espiritual de forma dinâmica e participativa, havendo desenvolvido um Planejamento Estratégico (que é um moderno e eficaz modelo administrativo), no qual foram estabelecidos seus objetivos e metas, com trabalhos de avaliação e ajustes regulares.

          Consciente de suas responsabilidades, a direção da "Casa de Djalma" tem facilitado o trabalho de novas associações espíritas. A Associação de Divulgadores do Espiritismo de Pernambuco - ADE/PE desde a sua fundação, em 1995, funciona na nossa sede. O Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco - IPEPE, durante os primeiros meses de existência, igualmente teve o "Djalma Farias" como sua sede provisória.

          Convictos, conforme ensina Emmanuel, que a maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação, seus dirigentes tem envidado todos os esforços no sentido de atualizar os métodos de estudo, buscando atingir níveis ideais de aprendizado da Doutrina Espírita, ampliando, também, suas ações socorristas aos necessitados de todos os matizes.


Por Humberto Costa Vasconcelos, fundador e ex-presidente do Grupo Espírita Djalma Farias, e Marcus Vinícius Ferraz Pacheco, ex-presidente (transcrito da segunda edição do livro "Ensaio sobre a Reencarnação", publicada em dezembro de 1996).


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